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O que aprender depois da flauta doce

Já domina a flauta doce? Os instrumentos mais próximos dela, da flauta doce contralto e do tin whistle à flauta transversal, ao saxofone e ao clarinete, e o que muda em cada um.

Uma gravura antiga de flautas doces de vários tamanhos, das muito grandes às minúsculas
A família da flauta doce, da grande baixo à minúscula garklein, numa gravura do início do século XVII. Uma flauta doce maior é o próximo passo mais natural. Domínio público, via Wikimedia Commons

Tocar flauta doce ensina as três coisas de que todo instrumento de sopro precisa: sopro estável, dedos cuidadosos e um bom ouvido. E se a sua flauta doce usa digitação barroca, o jeito como os seus dedos se movem já é parecido com o da flauta transversal, do clarinete e do saxofone (Orpheus Music). Estes são os próximos passos mais próximos, do mais fácil à maior mudança.

1. Uma flauta doce maior: a contralto

O passo mais natural é continuar na família. A flauta doce contralto é o instrumento da grande música solo do Barroco. As posições dos dedos são as mesmas da sua soprano, mas cada uma toca uma nota diferente, então você vai aprender a ler de um jeito novo. Depois vêm a tenor e a baixo, e aí você pode tocar num grupo de flautas doces.

2. O tin whistle

Um apito simples de seis furos, essencial na música irlandesa e folk. Ele não tem furo para o polegar, e o seu dedilhado é o mais simples de todos, então quem toca flauta doce consegue aprender melodias em poucos dias. Ele é menos indicado para música clássica, porque as notas fora do seu tom são difíceis de tocar (Chiff and Fipple).

3. A flauta transversal

A flauta transversal é a prima moderna da flauta doce: ela tomou o lugar da flauta doce na orquestra no século XVIII. A grande mudança é que não há bocal para soprar: você sopra por cima de um furo, moldando o ar com os lábios, e isso leva um tempo para aprender. Muitos dedos se movem em padrões parecidos, e o controle do sopro que você ganhou na flauta doce é uma vantagem de verdade.

4. O saxofone

Muitas vezes é o instrumento de banda "de verdade" mais fácil depois da flauta doce: tem chaves em vez de furos, mas o padrão de dedilhado das notas principais parece familiar, e uma chave de oitava leva você para cima igualzinho ao polegar da flauta doce (Chiff and Fipple). A habilidade nova é a palheta: uma lâmina fina de cana que vibra contra o lábio inferior.

5. O clarinete

A posição das mãos no clarinete é a mais próxima da flauta doce entre todas as madeiras, o que faz dele um próximo passo muito comum nas escolas (Dynamic Music Room). Ele também é mais difícil do que parece: tem palheta, e as suas notas agudas funcionam de outro jeito, pulando doze notas em vez de oito, então no agudo os mesmos dedos tocam notas com outros nomes.

E o oboé?

Lindo, mas o mais difícil do grupo: uma palheta dupla e muito controle do sopro. É uma ótima meta para quem toca flauta doce e ama a música barroca, já que muitas peças para oboé ficam ao lado de peças para flauta doce nesse repertório.

Qual escolher?

Deixe a música decidir: música barroca e antiga, continue com as flautas doces; folk, experimente o tin whistle; orquestras, a flauta transversal ou o clarinete; jazz e bandas, o saxofone. Seja qual for a sua escolha, guarde a sua flauta doce: é o instrumento que você sempre vai poder pegar e tocar. Onde a flauta doce é tocada hoje ›

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